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7 CARACTERÍSTICAS DO CÁLCIO.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017 0 comentários
Provavelmente, o cálcio é o mais discutido mineral que existe. No entanto, a maioria das pessoas ainda não sabe muito sobre este mineral essencial para a vida. Aqui estão 7 coisas que você precisa saber sobre o cálcio.

1. Cálcio e fósforo não se dão bem juntos
Uma pequena quantidade de fósforo é necessária para a absorção de cálcio. No entanto, quando há uma quantidade excessiva de fósforo na dieta, o cálcio não é absorvido adequadamente.

A dieta da maioria das pessoas possui muito fósforo na forma de sódio e proteína animal. Isso não significa que devemos consumir mais cálcio; isso significa que devemos reduzir a ingestão de fósforo.

2. Consuma o cálcio em pequenas doses
Enquanto muitos profissionais de saúde ainda recomendam tomar altas doses de cálcio de uma só vez, a maioria dos especialistas percebe agora que o corpo absorve cerca de 500 mg de cálcio a cada vez. Isso significa que é melhor tomar seus suplementos de cálcio (caso tenha sido prescrito por um profissional da saúde) em duas ou três doses diárias.

3. Cálcio na natureza
Normalmente, o cálcio não é encontrado em sua forma pura na natureza. Sua estrutura molecular faz com que ele se conecte com outros elementos. É por isso que você vai encontrá-lo junto com outros elementos naturais, incluindo: carbonato de cálcio, citrato de cálcio e sulfato de cálcio.

4. Já comeu couve hoje?
Segundo pesquisas, o cálcio é melhor absorvido quando é obtido a partir de fontes de origem vegetal. Alguns vegetais, como couve e brócolis, tendem a ter altas taxas de absorção do cálcio.

Um estudo publicado no The American Journal of Clinical Nutrition constatou que o cálcio presente na couve foi absorvido a uma taxa de 40,9%, enquanto que o cálcio do leite foi absorvido a uma taxa de 32,1%. Além disso, os produtos lácteos tendem a ser ricos em fósforo, que podem causar a perda de cálcio nos ossos.

5. As mulheres precisam mais do que os homens
Mulheres tendem a ter necessidades de cálcio mais elevadas do que os homens. E, as mulheres na pós-menopausa, tendem a ter as maiores necessidades.

A dose diária recomendada para a maioria dos homens é de cerca de 800 mg por dia, para mulheres na pré-menopausa esse montante sobe para 1000 mg, e para as mulheres na pós-menopausa a dose recomendada é de cerca de 1500 mg.

6. Quanto mais você dorme, mais você perde
Perdemos mais cálcio enquanto dormimos em comparação quando estamos acordados. Claro, isso não significa que você deve dormir menos, já que a privação do sono pode causar outros problemas. Tomar um café da manhã rico em cálcio pode ajudar a restaurar as perdas noturnas.

7. Essencial para o corpo
A realidade é que o cálcio é essencial para a boa saúde de todo o corpo e não apenas para os ossos, como alguns costumam achar. O cálcio é necessário para manter o nervo saudável, transmitir as células cerebrais, para o bom funcionamento dos músculos, equilibrar a constrição e expansão dos vasos sanguíneos, liberar e estabilizar a insulina para equilibrar os níveis de açúcar no sangue, e muito mais. O cálcio afeta o bom funcionamento do seu corpo inteiro.

ARROZ VERMELHO E NEGRO SÃO RICOS EM FITOQUÍMICOS.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017 0 comentários
O mercado brasileiro já oferece diferentes tipos de arroz. Vermelho, preto, selvagem, cateto e arbóreo são alguns deles. No que diz respeito aos nutrientes, de acordo com Isabel Massaretto, pós-doutoranda ligada ao Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC), os tipos preto e vermelho não diferem muito do arroz branco integral. Isabel realizou mestrado e doutorado em Ciência dos Alimentos, analisando as características nutricionais e propriedades funcionais do arroz.

“O arroz integral, seja ele branco, vermelho ou preto, tem mais proteínas e mais fibras que o branco polido, mas a composição dos integrais branco, preto e vermelho, em termos de macronutrientes e minerais, não é muito diferente”, esclarece.

A diferença se dá na composição de fitoquímicos, ou compostos bioativos, que não são nutrientes, mas colaboram com a manutenção da saúde. “O preto e o vermelho são ricos em compostos fenólicos, apresentando teores de seis a oito vezes maiores do que o branco integral. O principal composto fenólico do arroz preto são as antocianinas, mesma substância que dá cor a frutas como a amora e o mirtilo.” As antocianinas vêm sendo estudadas por sua atividade antioxidante e sua capacidade de prevenir ou controlar doenças inflamatórias, entre outras.

Já no arroz vermelho, os principais compostos fenólicos são as proantocianidinas, que têm alta capacidade antioxidante, mas cujos benefícios à saúde humana ainda não estão cientificamente comprovados.

Isabel ressalta que há vários estudos sobre essas substâncias sendo conduzidos. “São estudadas suas ações antialérgicas, anti-inflamatórias, anti-hipertensivas e preventivas no desenvolvimento de alguns tipos de câncer.”
Tanto o arroz preto como o vermelho são produzidos no Brasil, sendo o vermelho típico do Nordeste, cultivado também no Centro Oeste e no Norte por pequenos agricultores. A maior produção de arroz vermelho do Brasil está no sertão da Paraíba. “Em algumas regiões do Brasil ele é considerado, pelos plantadores de arroz branco, como uma erva daninha, que compete com a lavoura por água, luz e nutrientes.”

Quanto ao arroz preto, há pelos menos dois cultivares brasileiros: o IAC 600, lançado em 2004 pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC). E o SCS 120 Onix, lançado em 2013 pela Empresa de Pesquisa e Extensão Rural de Santa Catarina (EPAGRI).

Arroz selvagem – Esse tipo de arroz não é produzido no Brasil. Ele não é do gênero Oryza, como o arroz branco, vermelho, ou preto, mas sim do gênero Zizânia. “É um grão proveniente de outro tipo de gramínea, muito característico da América do Norte, dos ecossistemas alagados do Canadá e dos EUA.”

O arroz selvagem apresenta teores de compostos bioativos quatro vezes maiores que o arroz integral branco. Mas, comparado aos outros tipos coloridos de arroz, ele tem os menores teores de fitoquímicos: 50% menos que o preto e 30% menos que o vermelho. Em compensação, tem teor proteico 40% mais alto do que todos os integrais, sejam coloridos ou não.

“Como os diferentes tipos de grãos têm composições químicas distintas, pode-se dizer que cada um tem propriedades particulares e proveitosas para a saúde. O selvagem pode ser interessante, por exemplo, quando se deseja aumentar a ingestão de proteínas na dieta, especialmente a de pessoas que têm restrição ao consumo de produtos de origem animal”, destaca Isabel.

Outro aspecto observado por ela é que, entre as amostras de arroz integral que usou em sua pesquisa, os maiores ou menores teores de proteínas, fibras e lipídeos estão mais relacionados ao formato do que à coloração do grão. “Percebi que grãos integrais mais alongados tendem a apresentar mais proteínas, fibras e lipídeos do que grãos menos alongados. Assim, o arroz preto de grãos alongados, que se destacou dos outros tipos avaliados, apresentou 10% a mais de proteínas e 15% a mais de fibras do que os demais grãos integrais.”



10 DICAS PARA MANTER O FOCO NA DIETA.

domingo, 13 de agosto de 2017 0 comentários
O ato de se alimentar está relacionado a várias questões como o ambiente em que vivemos, as pessoas com quem convivemos, estresse e ansiedade. Passamos grande parte do nosso tempo no trabalho ou na faculdade, por isso é preciso adequar o programa alimentar a esta rotina. Não se deixe influenciar negativamente por colegas que estimulem a “sabotar a dieta”, faça exatamente o contrário, tente trazer seus amigos para um estilo de vida saudável.

1 - Não saia de casa sem o café da manhã
A jornada de trabalho ou na faculdade requer energia e atenção. Independe do tipo de dieta que segue (tradicional ou lowcarb - pouco carboidrato) se programe para tomar café da manhã em casa ou leve para consumir fora de casa. Exemplos: Ovos mexidos e mamão; omelete; panquequinhas com pasta de amendoim; iogurte com frutas e granola; pão integral com cottage.

2 - Organize e planeje a sua alimentação
Se houver local apropriado leve sua “marmita” de casa, terá maior controle da quantidade e qualidade dos alimentos e ainda fará economia. Não fique sem almoçar!
Panqueca caseira com pasta de amendoim é opção leve para começar o dia (Foto: Eu Atleta)

3 - Na hora de comer fora fique atento a escolha dos restaurantes
Evite sistema de “buffet à vontade”, prefira restaurantes por quilo ou com prato individual. Tenha calma e evite o impulso ao ler o cardápio. Evite preparações fritas, cremosas, gratinadas e empanadas. Não tenha pressa para escolher. Sempre negocie e faça trocas quando necessário.

4 - Atenção com a montagem do prato ou marmita
Metade do prato (50%) deve ser composto por verduras e legumes, (25%) por proteína magra (Filé, frango, peixe, frutos do mar ou ovo) assada, grelhada, cozida e (25%) composto por carboidratos “maiores” como arroz, quinoa, cuscus, batatas, aipim ou inhame. Evite dois acompanhamentos ricos em “grandes” carboidratos. Estimule o colorido do prato, terá maior variedade de nutrientes.

Alimentação balanceada com grelhado, legumes e carboidratos de baixo índice glicêmico (Foto: Getty Images)

5 - Faça lanche intermediário, principalmente o da tarde
A escolha dependerá se há geladeira e se o trabalho oferece algo. Se precisar levar de casa faça seu “kit sobrevivência”. As melhores combinações associam carboidratos com proteínas ou gorduras “boas”, como por exemplo: iogurte com frutas, sanduíche de pasta de ricota ou atum, mix de nuts (1 pacotinho 50g) ou tapioca de queijo minas.

6 - Se for consumir “snacks” compre sempre em porções individuais e pequenas
Exemplo: biscoito integral, snack de grão de bico - porção até 50g). Prefira alimentos integrais, ricos em fibras. Promovem maior saciedade, geral menor estímulo insulínico e auxiliam na regularização intestinal. Evite beliscar durante o dia.
Iogurte com frutas é boa opção para o lanche da tarde (Foto: Getty Images)

7 - Atenção à leitura dos rótulos dos produtos
Quanto maior a lista de ingredientes, menos natural é o alimento. Evite produtos com corantes, conservantes, ricos em sódio e açúcares. São ruins para a manutenção da dieta.

8 - Evite o consumo de bebidas açucaradas
Como exemplo: sucos de caixinha, mate, chás ou acrescentar açúcar a suco de frutas. Possuem alta densidade energética. Reduza ou evite adição de açúcares, pode substituir por adoçantes à base de estévia, xilitol ou sucralose.
Duas xícaras de café por dia e sem adição de açúcar, se possível (Foto: Getty Images)

9 - Limite o consumo de cafezinho para duas xícaras ao dia
De preferência longe das grandes refeições, como almoço e jantar (o café reduz a absorção de ferro). Cuidado com a adição de açúcares ao café, treine seu paladar reduzindo a quantidade ou apurando o sabor sem adoçar ou substituindo por adoçantes.

10 - Atenção à hidratação
Coloque uma garrafa de água na sua mesa ou reabasteça seu copo com regularidade. Recomendação de 40ml de água/kg de peso/dia. Por exemplo: uma pessoa de 70kg deve ingerir 2800ml de água.

Fonte: Eu Atleta.

10 HÁBITOS QUE AJUDAM CONTRA O SOBREPESO.

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Fome física é a necessidade do ser humano em equilibrar o balanço energético (ingestão alimentar x gasto energético) para satisfazer as necessidades fisiológicas do corpo, nivelar a energia e mantê-lo em bom funcionamento. Já a fome emocional ocorre mesmo que estejamos alimentados, com o gasto energético e à ingestão alimentar equilibrados. Possui relação com prazer, desprazer, recompensa, satisfação, insatisfação, estresse e ansiedade. O comportamento alimentar está relacionado com inúmeros fatores como cultura, religião, disponibilidade de alimentos, simbolismos, aspectos econômicos, entre outros.

Não somos apenas o que comemos! Aquela velha frase "você é o que você come" é muito simplista e equivocada. Somos o que comemos, com quem comemos, onde comemos, o que sentimos, pensamos e acreditamos.

Nossa alimentação diz muito sobre quem somos. Um exemplo da importância e consequência do comportamento alimentar é a grande diferença entre os índices de excesso de peso e obesidade na população francesa quando comparada a americana com alarmante epidemia da obesidade.
Alimentação balanceada contribui para evitar o ganho de peso na hora (Foto: Getty Images)

Na França, os menores índices ocorrem pelo diferente estilo de vida, alguns exemplos:
Nos restaurantes as porções dos alimentos são menores;
Embalagens de alimentos nos mercados são em menor tamanho (ex: iogurtes menores);
Alimentação é um ato social, estar com pessoas;
Evitam comer sozinho, andando ou dentro dos carros;
Evitam petiscos ou snacks
Não “estocam” grande quantidade de comida em casa, não desperdiçam
São mais ativos

É preciso controlar o nosso ambiente (casa, trabalho, saída com amigos) e estar atento a alguns hábitos de vida. Deu aquela fome, reflita: é fome ou desejo?

  • Gaste mais energia. Estamos facilitando a vida com toda tecnologia e modernidade (computador, controle remoto, escada rolante, elevador...). Devemos ficar mais ativos, menos sedentários.
  • Pratique exercício físico regularmente, algo que te dê prazer e que seja duradouro. Motive-se, crie metas reais e não perca o foco.
  • Reduza o tamanho das porções (prato, embalagem de produtos...).
  • Evite refeições em “buffet” (paga e come a vontade). Porções limitadas sempre são melhores
  • Esteja atento aos impulsos para comer: ansiedade, estresse, recompensa (eu mereço), disponibilidade de alimentos.
  • Em saída com amigos “gaste tempo” olhando o cardápio para fazer escolhas adequadas.
  • Aumente a variedade dos alimentos. Coma mais frutas, verduras e legumes.
  • Sempre que possível dê preferência a alimentos orgânicos, estamos consumindo muito veneno nos alimentos que podem comprometer a nossa saúde.
  • Ao ler rótulos de alimentos dê importância aos ingredientes, com aquilo que eles contém. Quanto menos ingredientes, mais simples e natural é o alimento.
  • Multiplique boas atitudes à sua volta, na sua casa e no seu local de trabalho: estimule um amigo a ter escolhas melhores em restaurantes, levar comida de casa, praticar exercício físico (leve a sua academia, assessoria esportiva...), “sair da zona de conforto ou de desconforto”.

Fonte: Eu atleta.

PÃO OU TAPIOCA?

sábado, 12 de agosto de 2017 0 comentários

A tapioca é feita a partir da fécula de mandioca e o pão é feito com farinha de trigo. Os dois são fontes de carboidratos que fornecem energia para o nosso corpo.

Tanto a tapioca como o pão branco tem alto índice glicêmico, o que significa que ao serem digeridos no nosso organismo, são absorvidos rapidamente. Além disso, são pobres em micronutrientes (vitaminas e minerais).

Na tabela abaixo, temos um comparativo do valor nutricional do pão francês, da fécula de mandioca e da fécula de mandioca hidratada (esta é a que compramos no supermercado para o preparo de tapioca em casa):

Pão francês
1 unidade (50g)
Fécula de Mandioca
(50g)
Fécula de Mandioca hidratada
(50g)
Valor energético (kcal)
150
165
117
Carboidratos (g)
29
40
27
Proteínas (g)
4
0.3
1
Gorduras (g)
1.6
0.1
0
Fibras (g)
1.2
0.1
0
Sódio (mg)
324
1
0

Concluindo, nenhum alimento é perfeito ou completo. Por isso, os dois podem ser incluídos dentro de uma alimentação equilibrada. Normalmente recomendamos uma alimentação rica em fibras e aí pensamos no pão integral. Também é possível adicionar semente de chia ou linhaça durante o preparo da tapioca. Assim conseguimos aumentar um pouco o valor nutricional. Mas a dieta (dieta = alimentação) é para o resto da vida, então a melhor solução é ter variedade nas refeições, para não cair na monotonia e para garantir o consumo de todos os nutrientes que precisamos.


Fonte: Abeso.

ALTERAÇÃO NO PALADAR PODE AUMENTAR A PROCURA POR ALIMENTOS MAIS CALÓRICOS.

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Cientistas do Departamento de Ciências dos Alimentos da Cornell University, nos Estados Unidos, descobriram um fato que pode ampliar as estratégias para o controle da obesidade.

De acordo com o estudo Participants with pharmacologically impaired taste function seek out more intense, higher calorie stimuli, pessoas com paladar menos apurado acabam optando por alimentos mais doces edietas mais calóricas.

O trabalho, que teve o apoio da American Heart Association, revelou que ao bloquear os receptores gustativos, as pessoas passam a desejar alimentos com maior teor de calorias, aumentando as chances de ganho de peso e, consequentemente, tornando-as mais predispostas à obesidade.

O estudo será publicado, na íntegra, na edição de outubro da revista Appetite fazendo uma importante conexão que pode elucidar uma antiga suspeita de nutricionistas, pesquisadores e médicos, que ainda não havia sido testada.

De acordo com os pesquisadores, quanto mais as pessoas perdem a sensibilidade ao doce, mais açúcar elas procuram adicionar a seus alimentos.

O estudo
Os participantes do estudo tiveram suas papilas gustativas alteradas em diferentes níveis, por meio da oferta de um chá de ervas com concentrações baixas, médias ou altas de uma erva natural, Gymnema Sylvestre. Esta erva é conhecida por bloquear temporariamente receptores doces.

Após esta etapa, os participantes foram convidados a adoçar bebidas a seu gosto. Foi verificado que os participantes com maior bloqueio de receptores de gosto optaram por maiores concentrações deaçúcar.

A diferença da necessidade de açúcar entre os participantes foi considerada bastante grande. Para uma dose de cerca de meio litro de refresco, os indivíduos com redução de 20% na capacidade de saborear o doce desejaram até uma colher de chá a mais de açúcar quando comparados àqueles que não tiveram alteração em sua capacidade de resposta ao doce.

Conclusão
Para os responsáveis pelo estudo, a conclusão foi que indivíduos com alteração na capacidade de degustação procuram estímulos mais intensos e de maior teor calórico. Assim, por meio de investigação, pode ser possível encontrar entre pessoas com problemas de sobrepeso ou obesidade paladares menos apurados.

A partir desta constatação, pode ser possível incluir nas estratégias de combate à obesidade a avaliação da percepção de intensidade de gosto, com o objetivo de melhorá-la, reduzindo a necessidade de estímulos mais intensos para atingir um nível de recompensa satisfatório.

Fonte: Abeso.

QUAL É O MELHOR HORÁRIO PARA TOMAR OS PROBIÓTICOS?

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Se você ainda não está familiarizado com os probióticos, eles são culturas de "bactérias boas" cuja função saudável ressoa com as bactérias encontradas naturalmente em nosso intestino. O termo é derivado do latim e grego, significando “em prol da vida” e, muitas vezes, se refere aos suplementos dietéticos de bactérias boas que podem ser encontrados em formas de cápsula ou em pó. Quando se refere a alimentos, estes estão mais concentrados nos alimentos fermentados como o iogurte ou outros leites fermentados, kefir, coalhada, picles e chucrute.

Como todos os seres vivos, os probióticos consomem e usam recursos, excretam resíduos, reproduzem e eventualmente morrem. A sua suplementação, portanto, mantém um nível salutar de microrganismos em nosso intestino, restaurando os níveis adequados da flora intestinal, onde ocorre em primeira mão a prevenção e inibição de infecções e inflamações causadas por agentes patogênicos prejudiciais. A diversidade das cepas é salutar e os gêneros mais conhecidos são: Lactobacillus e Bifidobacterium.

Entre as pessoas que têm o hábito de suplementar com probióticos, existe uma pergunta frequente: Qual o melhor horário?

Ao avaliar a capacidade das cepas Lactobacillus rhamnosus HN001 e Bifidobacterium longum BB536 de colonizar o ambiente intestinal de indivíduos saudáveis e modificar a composição da microbiota intestinal, um estudo italiano publicado em World Journal of Gastroenterology encontrou que a hora da sua ingestão não influenciou na colonização. “De fato, ambas as cepas probióticas foram capazes de colonizar o ambiente intestinal independentemente da ingestão oral ter ocorrido pré ou pós-prandial”, escreveram os pesquisadores.

A palavra prandial é utilizada em relação à refeição, antes ou depois da refeição, pré ou pós-prandial, respectivamente. No estudo italiano, os voluntários tomaram o probiótico ou 30 minutos antes do café da manhã ou 30 minutos depois do café da manhã, durante 1 mês.
Enquanto que o horário da suplementação não mostrou alteração dos resultados, os pesquisadores destacaram o impacto positivo da suplementação na microbiota intestinal, uma vez que causou a redução de numerosos microrganismos patogênicos (Firmicutes) e o aumento da quantidade de algumas bactérias benéficas até o final do estudo.

Traduzido por Essential Nutrition

Referência:Toscano M, et al. Effect of Lactobacillus rhamnosus HN001 and Bifidobacterium longum BB536 on the healthy gut microbiota compostition at phyla and species level: A preliminar study. World J Gastroenterol. 2017. Doi:10.3748/wjg.v23.i15.2696

O QUE DIETA CETOGÊNICA? E O QUÃO EFETIVA PARA PERDER PESO.

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ISTOCKImage caption. Um pedaço de carne com manteiga e uma pequena salada é o prato ideal da dieta cetogênica

O nome pode até parecer difícil, dieta cetogênica. Mas a explicação é simples: trata-se de um regime alimentar que prevê um alto consumo de gordura e de proteína e uma baixa ingestão de carboidratos, defendido recentemente como uma forma eficaz de emagrecer.

"A perda de peso é a principal razão pela qual meus pacientes usam a dieta cetogênica", diz o médico Marcelo Campos, professor da Escola de Medicina da Universidade Harvard, nos EUA.

"Muitos pacientes me perguntam: 'É segura? Você recomendaria?'", escreve Campos no início do artigo "Dieta cetogênica: a última dieta com baixo teor de carboidratos é boa para você?", publicado no fim do mês passado na Harvard Health Publications, revista da escola.

Sua conclusão é que ela se mostrou eficiente na perda rápida de peso, mas seus efeitos no longo prazo, inclusive à saúde, são desconhecidos. Ou seja: é preciso fazer algumas considerações antes de decidir aderir.
Tratamento da epilepsia

A história dessa dieta é um pouco mais antiga, e não necessariamente ligada ao emagrecimento - por muitos anos, ela esteve vinculada ao tratamento de casos de epilepsia resistentes a medicamentos.

Em 2008, publicações científicas estamparam a notícia: "Uma dieta especial rica em gordura ajuda a controlar os ataques de epilepsia em crianças".

Era o que defendia um estudo britânico publicado em maio daquele ano na revista científica The Lancet Neurology. Segundo a pesquisa, a intensidade dos ataques epilépticos caiu consideravelmente em crianças e adolescentes após a adoção da dieta cetogênica.

Entre quem seguiu a dieta, as crises convulsivas se reduziram em dois terços. Já entre quem manteve a dieta normal, as convulsões continuaram ocorrendo com a mesma frequência. Participaram do estudo 145 crianças e adolescentes, entre 2 e 16 anos, em quem ao menos dois remédios contra o problema não surtiram o efeito desejado.
Para perder peso?

Em seu texto, o médico Marcelo Campos explica como a dieta age no corpo.

"A maioria das células prefere usar o açúcar presente no sangue, que provém dos carboidrados, como a maior fonte de energia do corpo. Na falta do açúcar, começamos a decompor a gordura armazenada em moléculas chamadas corpos cetônicos."

"Uma vez alcançado esse processo, a maioria das células usa essas moléculas para gerar energia. A mudança de fonte de energia - do açúcar que circula no sangue para a decomposição da gordura armazenada - geralmente ocorre de dois a quatro dias depois do início de uma dieta com menos de 50 gramas de carboidrato diárias", assinala o especialista.

Campos explica que esse processo é muito particular e depende de cada indivíduo. Ou seja, algumas pessoas precisam de dietas ainda mais restritas para que esse processo seja iniciado.

Muita proteína
O especialista explica que a dieta cetogênica inclui o consumo de muitas carnes (entre elas, processadas), ovos, salsichas, queijos, pescado, nozes, manteiga, azeite, sementes e verduras fibrosas.

Como a dieta é muito restritiva, diz o médico, é muito difícil segui-la no longo prazo.

"Uma das principais críticas a essa dieta é que muitas pessoas tendem a comer muita proteína e gordura de má qualidade, de alimentos processados, com poucas frutas e verduras", afirma.

Campos alerta, porém, que pacientes com doenças renais devem ser muito cuidadosos, uma vez que essa dieta pode piorar sua condição. E lembra de eventuais efeitos colaterais.

"A princípio, alguns pacientes podem se sentir um pouco cansados, enquanto outros podem ter náuseas, vômitos, constipação intestinal e problemas para dormir", pondera.GETTY IMAGESImage caption. A dieta cetogênica é rica em gordura e proteína e baixa em carboidratos

Colesterol
Investigações anteriores mostraram que "há uma perda de peso mais rápida quando os pacientes seguem uma dieta cetogênica, ou muito baixa em carboidratos, em comparação com quem segue uma dieta mais baixa em gordura tradicional, inclusive uma dieta mediterrânea", diz o médico.

Mas ele ressalta que essa diferença na perda de peso "parece desaparecer com o tempo".

Um dos aspectos que causa controvérsia é o efeito da dieta sob os níveis de colesterol.

"Alguns estudos mostram que no início alguns pacientes experimentam um aumento dos níveis de colesterol, e que vem uma queda nos meses seguintes", afirma Campos.

No entanto, não há uma investigação que analise os efeitos da dieta no colesterol em longo prazo.

O que deve ser levado em conta
O professor cita suas conclusões sobre a dieta cetogênica:

1. É difícil de seguir e pode ser muito dependente das carnes vermelhas e outros alimentos gordurosos, processados e salgados, que podem ser pouco saudáveis;

2. Não se sabe muito sobre os efeitos em longo prazo, provavelmente porque é muito difícil de seguir nela por muito tempo;

3. "É importante lembrar que as dietas "iô-iô", que levam a uma rápida flutuação de peso, são associadas ao aumento da mortalidade.

Ele faz uma recomendação.

"Em vez de começar a seguir a próxima dieta da moda, por algumas semanas ou meses, trate de se envolver em uma mudança que seja sustentável em longo prazo. Uma dieta equilibrada - sem alimentos processados, rica em frutas e verduras muito coloridas, carnes magras, pescados, grãos inteiros, nozes, sementes, azeite de oliva e muita água - parece ter a melhor evidência de uma vida longa, saudável e vibrante".

A dica-chave é sempre procurar seu médico ou um especialista antes de embarcar em uma dieta ou plano de perda de peso, já que há muitos fatores importantes que devem ser considerados para garantir a saúde e o bem-estar.

Fonte: BBC.