Google Analytics Alternative

ESCORBUTO SUBCLÍNICO E CARÊNCIA DE VITAMINA C.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015
O escorbuto, tal como tradicionalmente foi definido, é raríssimo. A definição engloba alterações caracterizadas por extrema fraqueza, anemia, e quebra generalizada dos tecidos com consequentes hemorragias. Mesmo a mais pobre alimentação contem atualmente as quantidades mínimas em vitamina C capazes de evitar o escorbuto clássico. Mas o escorbuto pode ter vários graus e isto é o que a maioria dos profissionais de saúde desconhece. Deficiências mínimas em vitamina C causam doença mínima, enquanto deficiências moderadas ou avançadas causam um espectro de doenças ainda mal reconhecidas, e no entanto estamos no meio de uma epidemia de escorbuto subclínico. 

O escorbuto focal é um dos determinantes do nosso estado de saúde, podendo estar mais baixo num determinado órgão do que no sangue ou restantes tecidos corporais. A falta de vitamina C no cristalino proporciona o aparecimento de cataratas. 

Nas artérias promove a aterosclerose, e nos ossos abre a porta à osteoporose. O escorbuto no cérebro conduz a doença de Alzheimer ou de Parkinson. O excesso de stress oxidativo produz sempre doença, e a deficiência em vitamina C produz stress oxidativo. A vitamina C baixa num determinado órgão quando este está submetido a toxinas. E todas as toxinas são oxidantes. O estado de saúde pressupõe um fluxo optimizado de electrões, na doença este fluxo é medíocre, e quando não há fluxo há morte! Os animais que produzem vitamina C fazem-no em quantidades muito maiores do que as que nós ingerimos. Comparativamente, devíamos ingerir cerca de 12 gramas diários de vitamina C. A melhor forma de obter vitamina C é a lipossomada. Na sua falta as preparações de libertação retardada podem ser usadas com eficácia, embora a biodisponibilidade diminua com o aumento das doses ingeridas.

0 comentários:

Postar um comentário