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VARIAR AS FONTES DE PROTEÍNAS GARANTE ATINGIR AS NECESSIDADES DIÁRIAS.

terça-feira, 10 de abril de 2018
Queridinhos do “mundo fitness”, o ovo e o frango aparecem em todas as dietas quando o objetivo é aumentar a proteína da dieta e a massa muscular, a hipertrofia. Primeiro é preciso deixar bem claro que para que ocorra hipertrofia muscular são fundamentais dois estímulos anabólicos: a alimentação adequada e o exercício - treinamento de força. É preciso aumentar a ingestão energética em relação ao gasto (estar em anabolismo) e aumentar a ingestão proteica.

A proteína desempenha funções essenciais no nosso corpo como defesa imunológica, proteção celular, construção e reparação dos tecidos, formação de hormônios, preservação da massa muscular esquelética e redução do catabolismo proteico. Como estratégia nutricional para hipertrofia é necessário consumir proteínas em várias refeições. Como recomendação pode ser utilizado: 0,25 - 0,30g proteína/kg de peso corporal/refeição (sendo 8,5g a 10g de aminoácidos essenciais) ou de 10 a 25g por refeição. Deve haver regularidade na ingestão, por exemplo a cada três ou quatro horas, e também antes de dormir.
Fontes de proteínas vão muito além de frango e ovo (Foto: Getty Images)

Estudos mostram que a ingestão de 1,4 a 2,0g proteína/kg de peso/dia parece ser suficiente para o crescimento muscular para a maioria dos indivíduos. Evidências recentes sugerem que o consumo de 3g de proteína/kg/dia para atletas treinados parece ter benefícios. Mais importante do que o momento do uso da proteína, pré ou pós-treino, é fundamental a ingestão ao longo do dia e alcançar a recomendação proteica nas 24 horas. Mulheres possuem necessidade de ingestão proteica cerca de 15% menor do que homens.

Mas o programa alimentar não precisa ser monótono. A variedade gera prazer, menor sensação de limite, maior adesão à dieta e garante maior chance de atender às recomendações nutricionais, principalmente de vitaminas e minerais.

Veja alimentos fontes de proteína animal: peixes, carnes de boi (cortes magros: patinho, maminha, lagarto redondo, acém, filé mignon), frutos do mar, filé mignon suíno ou lombinho; leite, queijos e iogurtes.

Alimentos fontes de proteína vegetal: queijos vegetais, soja, tofu, quinoa, leguminosas (feijão, lentilha, grão de bico, ervilha), cogumelo, oleaginosas (castanha, amêndoas, amendoim, pistache), gergelim, aveia.
Equivalentes a 20g de proteínas:
AlimentoPorçãoQuantidade de proteína
Atum em lata em óleo75g20g
Atum fresco78g20g
Camarão cozido105g20g
Músculo cozido65g20g
Lombinho56g20g
Queijo Minas frescal115g20g
Ricota160g20g
Amendoim90g20g
Amêndoa torrada110g20g
Noz140g20g
Castanha do Pará140g20g
Gergelim100g20g
Aveia150g20g
Tremoço em conserva200g20g
Tofu300g20g
Lentilha cozida320g20g
Feijão preto cozido450g20g
Iogurte natural500g20g
Leite desnatado670ml20g
Leite de cabra650ml20g
Shitake650g20g
Quinoa400g20g
Produtos lácteos, como leite (200ml) e iogurte (170ml), contém em média cerca de 6 gramas de proteínas, entretanto já encontramos várias marcas de iogurtes com quantidades entre 10 a 22g por porção. É uma “tendência do mercado” fabricar produtos enriquecidos em proteínas como: biscoitos, pães, sobremesas, paçoca, barras, iogurtes, leite.



Literatura:
International Society of Sports Nutrition Position Stand: protein and exercise. Journal of the Internacional Society of Sports Nutrition, 2017.

NASCIMENTO, M.V.S.; NETTO, R.S.M. Estratégias de Nutrição e Suplementação no Esporte - Treinamento Contrarresistência,. p. 315-324.

Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos, UNICAMP, 4ª ed, 2011.

Fonte: Eu atleta.

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